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contemporânea
























We are wolves
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Editor: nunomarquesmendes@gmail.com

1: Sobre o futuro: a palavra forte: costumização (se a palavra existir). Significa constante adaptação, ou adaptação personalizada. Uma ausência de valores e métodos rígidos. Exige praticamente o fim da burocracia. Uma grande leveza.


i m p r e n s a

Nada, nº 15


Revista sobre Tecnocultura,
Pensamento, Arte e Ciência


Ou Nada – o site:

"Vivemos, há algum tempo, como que semi-adormecidos, quando não em estado de sonambulismo profundo. Algo nos embaça a visão e nos impede de ver que estamos, provavelmente desde os primeiros momentos de vida, crescentemente aprisionados nas engrenagens e repetições de nossas próprias máquinas, sujeitados a seus ritmos não-humanos, imersos em suas vibrações e hipnotizados pela velocidade crescente dos fluxos materiais e semióticos que estranhamente nos unem a elas. Acontece todo dia, toda hora, o tempo todo, sempre que paramos num sinal vermelho, subimos num ônibus, entramos num elevador, olhamos para o relógio… É o que ocorre, por exemplo, quando aprendemos a dirigir um automóvel. Movimentos e acções que de início exigem toda a nossa atenção, logo começam a se tornar habituais e a «afundar» rumo ao inconsciente sensório-motor.[...]"

Pedro P. Ferreira "Transe maquínico ou: o que pode uma máquina?"



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h i s t ó r i a

Contemporânea: Ano 1922

A revista Contemporânea, na sua primeira encarnação, foi editada a partir de 1922, financiada por Agostinho Fernandes e dirigida por José Pacheco. Segundo Rui Ramos (História de Portugal, sexto volume, Círculo de Leitores, 1994) “nesta revista, o «modernismo» consistia sobretudo no apuro gráfico, sendo o resto um pastelão em que se misturava desenhos de Almada Negreiros e aguarelas do rei D. Carlos, Fernando Pessoa e cartas inéditas de António Feliciano de Castilho, o republicano João de Barros e o integralista António Sardinha, segundo os princípios da frente comum da inteligência, então em voga.”

O número um publicava o conto O banqueiro anarquista de Fernando Pessoa, de resto um dos mais assíduos colaboradores, poemas inéditos de Mário de Sá-Carneiro, a «Histoire du Portugal par Coeur», de Almada Negreiros, espécie de poema-gráfico-ilustrado, que Almada trazia “sobre o peito, onde guardo quotidianamente a ambição que não cedo a ninguém – de querer ser eu o melhor de todos os Portuguezes!” Seguia-se uma “cabeça contemporânea de Antonio Soares” e anunciava-se para o número dois “o estudo crítico de Fernando Pessoa «Antonio Botto e o Ideal Esthetico em Portugal»”, uma das provocações que o poeta gostava de semear, e que só sairia no número três “por o original ter chegado demasiado tarde”.

Fernando Pessoa escreveria em carta a Armando Cortes Rodrigues: “É, de certo modo a sucessora do Orfeu. Mas que diferença! que diferença! Uma ou outra coisa relembra esse passado; o resto, o conjunto…”